INTRODUÇÃO
¹ Se por estarmos em Cristo, nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, ² completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. ³ Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. ⁴ Cada um cuide, não somente dos seus
interesses, mas também dos interesses dos outros. ⁵ Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo
Jesus, ⁶ que, embora sendo Deus, não considerou
que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; ⁷ mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser
servo, tornando-se semelhante aos homens. ⁸ E, sendo encontrado em forma humana,
humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! ⁹ Por isso Deus o exaltou à mais alta posição
e lhe deu o nome que está acima de todo nome, ¹⁰ para que ao nome de Jesus se dobre todo
joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, ¹¹ e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. ¹² Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas em minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, ¹³ pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele. ¹⁴ Façam tudo sem queixas nem discussões,
¹⁵ para que venham a tornar-se puros e
irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, ¹⁶ retendo firmemente a palavra da vida.
Assim, no dia de Cristo eu me orgulharei de não ter corrido nem m e esfo rç ado inutilmente.
A carta aos Filipenses foi escrita por Paulo durante sua prisão em Roma (cerca de 61 d. C.). É uma carta marcada por alegria e encorajamento, apesar das circunstâncias adversas do apóstolo.
Em Filipos, uma comunidade cristã vibrante, surgiram desafios internos: divisões, vaidade e disputas (Fp 4:2). Paulo, então, exorta a igreja a viver em unidade, humildade e serviço, tendo como supremo exemplo Cristo Jesus, que se humilhou e obedeceu até a morte de cruz.
Filipenses 2:1-16 é um convite a cultivar a “mente de Cristo” uma mentalidade de serviço, humildade e obediência — que é essencial para uma vida cristã eficaz e para o testemunho no mundo.
APLICAÇÃO
“Se por estarem em Cristo há alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar...” (v.1-2)
Paulo começa com uma série de condicionais retóricos (“Se…”) que na verdade afirmam bênçãos já presentes:
Encorajamento em Cristo Consolação de amor Comunhão no Espírito Misericórdia e compaixão
Diante dessas bênçãos, a resposta lógica é viver em unidade. Mas isso só é possível se houver humildade genuína:
PARALELOS
e quem quiser ser o primeiro deverá
ser escravo; como o Filho do homem,
que não veio para ser servido, mas
para servir e dar a sua vida em
resgate por muitos".
Quando terminou de lavar-lhes os
pés, Jesus tornou a vestir sua capa e
voltou ao seu lugar. Então lhes
perguntou: "Vocês entendem o que
lhes fiz? Vocês me chamam ‘Mestre’ e
‘Senhor’, e com razão, pois eu o
sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e
Mestre de vocês, lavei-lhes os pés,
vocês também devem lavar os pés
uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo,
para que vocês façam como lhes
fiz. Digo-lhes verdadeiramente que
nenhum escravo é maior do que o seu
mensageiro é maior do que aquele
que o enviou. Agora que vocês sabem
estas coisas, felizes serão se as
No deserto, toda a comunidade de
Arão. Disseram-lhes os israelitas:
"Quem dera a mão do Senhor nos
tivesse matado no Egito! Lá nos
sentávamos ao redor das panelas de
carne e comíamos pão à vontade,
mas vocês nos trouxeram a este
deserto para fazer morrer de fome
toda esta multidão! "
considerar os outros superiores a nós mesmos e buscar os interesses deles (v.3-4).
A humildade não é pensar menos de si, mas pensar menos em si. É abrir mão da busca por reconhecimento, para servir como Cristo serviu. - Tomemos nosso senhor como exemplo, que não veio para ser servido mas para servir. (Mt 20:27,28) Ele demonstrou isso na prática e ensinou essa lição na última ceia ao lavar os pés dos discípulos (Jo 13:12-17) Ele termina dizendo que “felizes seriam” se a praticassem.
2. Olhe para o exemplo de Cristo
“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo...” (v.6-7)
Aqui Paulo apresenta a teologia central da carta: o esvaziamento (kenosis) de Cristo.
Cristo sendo Deus: Ele possuía plena divindade, mas escolheu não reter Seus privilégios como algo a que deveria “agarrarse”. Esvaziou-se (gr. ekenōsen): Não significa que Ele deixou de ser Deus, mas que abriu mão do direito de exercer plenamente Seus atributos divinos durante a encarnação. Assumiu forma de servo: O Rei do universo tornou-se servo (doulos), nascendo como um bebê indefeso e crescendo como um carpinteiro comum (Marcos 6:3). Obediência até a morte de cruz: A pior morte da época, reservada para criminosos e escravos. Para o judeu, era uma morte maldita (Dt 21:23; Gálatas 3:13).
Mas essa humilhação resultou na exaltação suprema: “Pelo que Deus o exaltou à mais alta posição” (v.9) Ele recebeu o Nome acima de todo nome: Jesus Cristo como Senhor. Seja a nossa atitude a mesma de Cristo!
3. Faça tudo sem queixas e discussões
“Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês
brilham como estrelas no universo.” (v.14-15)
A expressão “façam tudo sem queixas nem discussões” aponta para a atitude interior e o comportamento exterior:
Murmuração (gr. gongysmos): Reclamando contra Deus ou contra pessoas, como Israel no deserto (Êxodo 16:2-3).
Discussões (gr. dialogismos): Contendas e debates inúteis que geram divisões.
Paulo lembra que a vida cristã é um processo de desenvolvimento da salvação (gr. katergazomai – trabalhar até o fim) porque é Deus quem opera em nós (v.13).
Aqueles que vivem assim se tornam:
Puros – Sem mistura de motivações erradas. Irrepreensíveis – Testemunho sem mancha diante dos homens. Filhos de Deus inculpáveis – Refletindo o caráter do Pai num mundo corrompido.
Eles brilham como astros (gr. phosteres – luminares), como a lua reflete o sol à noite.
REFLEXÃO
1. Sirva como Jesus 2. Tome Cristo como exemplo de humildade 3. Reclame menos e agradeça mais
Paz no seu coração! Pr. Márcio Gonçalves Pastor Márcio Gonçalves · Igreja Hope Sarasota
