INTRODUÇÃO
"De fato, eu, o Senhor, não mudo. Por isso vocês, descendentes de Jacó, não foram destruídos.
tempo dos seus 7 Desde o antepassados vocês se desviaram dos meus decretos e não os obedeceram. Voltem para mim e eu voltarei para vocês", diz o Senhor dos Exércitos. "Mas vocês perguntam: ‘Como voltaremos? ’
8 "Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocês estão me roubando. E ainda perguntam: ‘Como é que te roubamos? ’ Nos dízimos e nas ofertas.
9 Vocês estão debaixo de grande maldição porque estão me roubando; a nação toda está me roubando.
10 Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova", diz o Senhor dos Exércitos, "e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las.
11 Impedirei que pragas devorem suas colheitas, e as videiras nos campos não perderão o seu fruto", diz o Senhor dos Exércitos.
12 "Então todas as nações os chamarão felizes, porque a terra de vocês será maravilhosa ", diz o Senhor dos Exércitos.
Malaquias 3:6-12 é um trecho frequentemente citado quando se discute sobre dízimos e ofertas no contexto religioso. Esses versículos abordam o desafio que Deus lança ao povo de Israel em relação à sua fidelidade em contribuir com os dízimos e ofertas, e as promessas de bênçãos associadas a essa fidelidade. Após o retorno do exílio babilônico, o povo de Israel enfrentava desafios espirituais e materiais. Malaquias foi enviado por Deus para confrontar a falta de fidelidade do povo, incluindo sua negligência em contribuir com os dízimos e ofertas, e para chamar o povo ao arrependimento e à obediência.
APLICAÇÃO
Por que não entregar o dízimo é considerado roubo por Deus?
Quando Deus diz que não entregar o dízimo é o mesmo que roubar a Ele, Ele está destacando a gravidade da desobediência e falta de confiança de seu povo, bem como a quebra do relacionamento de reciprocidade estabelecido entre Ele e seu povo. Existem algumas razões pelas quais essa analogia é feita:
1-Desobediência à ordem divina: Deus instituiu o princípio do dízimo como uma forma de sustento para o sustento dos sacerdotes e Levitas (Números 18:21) e para financiar os serviços religiosos e as necessidades dos menos favorecidos (Deuteronômio 14:28-29). Não entregar o dízimo é desobedecer a essa ordem divina clara.
PARALELOS
"Dou aos levitas todos os dízimos em Israel como retribuição pelo trabalho que fazem ao servirem na Tenda do Encontro.
22 De agora em diante os israelitas não poderão aproximar-se da Tenda do Encontro, caso contrário, sofrerão as conseqüências do seu pecado e morrerão.
23 É dever dos levitas fazer o trabalho na Tenda do Encontro e assumir a responsabilidade pelas ofensas contra ela. Este é um decreto perpétuo pelas suas gerações. Eles não receberão herança alguma entre os israelitas.
24 Em vez disso, dou como herança aos levitas os dízimos que os israelitas apresentarem como contribuição ao Senhor. É por isso que eu disse que eles não teriam herança alguma entre o s israelitas”.
Ao final de cada três anos, tragam todos os dízimos da colheita do terceiro ano e armazene-os em sua própria cidade,
29 para que os levitas, que não possuem propriedade nem herança, e os estrangeiros, os órfãos e as viúvas que vivem na sua cidade venham comer e saciar-se, e para que o Senhor, o seu Deus, o abençoe em todo o trabalho das suas mãos.
"Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas.
2-Quebra de confiança: O ato de não entregar o dízimo é uma violação da confiança e da relação de reciprocidade estabelecida entre Deus e seu povo. Deus confiou aos seres humanos a responsabilidade de administrar os recursos que Ele lhes confiou, e não entregar o dízimo é uma quebra dessa confiança.
3-Recusa em reconhecer a soberania de Deus: O ato de não entregar o dízimo muitas vezes reflete uma atitude de autonomia e independência em relação a Deus. Ao retomar o que pertence a Deus, estamos essencialmente agindo como se não reconhecêssemos sua soberania sobre nossas vidas e recursos.
O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO;
A questão de se o dízimo continuou no Novo Testamento é frequentemente debatida entre estudiosos e teólogos. Embora o Novo Testamento não aborde diretamente o dízimo da mesma maneira que o Antigo Testamento, há algumas passagens que sugerem uma continuidade de princípios financeiros e de generosidade na comunidade cristã primitiva. Aqui estão alguns pontos a serem considerados:
Jesus menciona o dízimo: Em Mateus 23:23, Jesus repreende os escribas e fariseus, não por darem o dízimo, mas por negligenciarem "os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé". Ele os encoraja a praticar a justiça e a misericórdia sem deixar de dar o dízimo.
Exemplos de generosidade na igreja primitiva: Em Atos dos Apóstolos, vemos relatos de como os primeiros cristãos compartilhavam seus recursos de forma generosa para atender às necessidades dos menos afortunados dentro da comunidade (Atos 2:44-45; 4:32-37).
Instruções de contribuição: Paulo, em suas epístolas, dá instruções sobre como os cristãos devem contribuir financeiramente para apoiar os líderes da igreja e a obra do evangelho (1 Coríntios 9:14; 2 Coríntios 8-9). Embora ele não mencione especificamente o dízimo, ele enfatiza princípios de generosidade, proporcionalidade e alegria na doação.
Princípios de generosidade: O Novo Testamento enfatiza princípios de generosidade, sacrifício e administração sábia dos recursos que Deus nos confiou. Os cristãos são
encorajados a dar conforme são capazes e alegremente, reconhecendo que tudo pertence a Deus (2 Coríntios 9:6-8).
Em resumo, embora o Novo Testamento não prescreva o dízimo da mesma maneira que o Antigo Testamento, ele estabelece princípios de generosidade, sacrifício e contribuição financeira para apoiar a obra do Reino de Deus. Muitos cristãos veem o dízimo como uma expressão de sua gratidão a Deus e uma maneira de apoiar a obra da igreja local e as necessidades dos menos afortunados. Em resumo o dízimo tinha o propósito de sustentar a igreja, os que trabalham no serviço ao Senhor, e os menos favorecidos. Se essas necessidades ainda existem hoje, (pois temos a igreja, os que trabalham e também os necessitados), seria obvio assumir que os dízimos não é coisa de antigo testamento.
REFLEXÃO
- Dízimo é bíblico e tem propósito
- Não dizimar é roubar a Deus
- Dízimo é prova de fidelidade a Deus
Paz no seu coração! Pr. Márcio Gonçalves Pastor Márcio Gonçalves · Igreja Hope Sarasota
